sábado, 3 de outubro de 2009

Mais Veloz!


Vou sair pra ver o céuVou me perder entre as estrelasVer daonde nasce o solComo se guiam os cometas pelo espaçoE os meus passos, nunca mais serão iguaisSe for mais veloz que a luz, então escapo da tristezaDeixo toda a dor pra trás, perdida num planeta abandonado no espaço. E volto sem olhar pra trásNo escuro do céuMais longe que o solPerdido num planeta abandonadoNo espaço...Ele ganhou dinheiroEle assinou contratosE comprou um ternoTrocou o carroE desaprendeuA caminhar no céuE foi o princípio do fimSe for mais veloz que a luzEntão escapo da tristezaDeixo toda a dor pra trásPerdida num planeta abandonadoNo espaço e volto sem olhar pra trás...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009



Basta-me um pequeno gesto, feito de
longe e de leve, para que venhas comigoe
eu para sempre te leve...

Prima Vera!

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Porém eu sei que o amor nada mais é que um sentimento forte e ao mesmo tempo tolo e bobo... não importa eu amo mesmo assim... ♥
È nem preciso dizer né...
tudo faz muito sentido!
Concerteza é pra sempre....

quarta-feira, 23 de setembro de 2009


A Cruz sagrada seja minha Luz
Não seja o Dragão meu guia
Retira-te Satanas
Nunca me aconse-lhes coisas vãs
É mal o que tu me ofereces
Bebe tu mesmo do teu veneno

Liberdade!


Dentre o que posso te oferecer
Te ofereço minha liberdade
Ainda tímida, recém saída
Do invólucro da invisibilidade
Que a mantinha prostrada
Débil , escondida

Te ofereço meus sentimentos inacabados
Ainda não burilados
Em minhas portas e janelas
Há muitas crenças abauladas
Muitas vontades
Em becos fétidos guardadas

Preciso sorver a essência da amenidade
O brilho tenaz da humildade
Não há sapiência
Na vaidade
Não há vida
Sem verdadeira serenidade

Interessa-me a alma
Despretensiosamente vestida
Quero trocar o casaco de pele
Pela blusa velha , puida
Leve e despojada
Num encontro decisivo com o nada

Calço a consciência
Com chinelos surrados
Desafrouxo os cintos apertados
Deixo os pés descalços simplesmente
Ainda que por um evaporável instante
Do meu caminhar errante

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009


Não te trago ouro,Porque ele não entra no céu E nenhuma riqueza deste mundo Não te trago flores, Porque elas secam e caem ao chão Te trago os meus versos simples, Mas que eu fiz de coração.